Pela proteção de todos, os atendimentos estão sendo feitos 100% online, via Whatsapp. O mundo pede pela UNIÃO e COLABORAÇÃO de todos para o fim da pandemia.
Esse espaço tem a intenção de divulgar temas da Psicologia Cotidiana de maneira simples e acessível, vivenciadas por pessoas em tratamento psicológico ou não, para aqueles que já fizeram ou pretendem fazer terapia, ou para aqueles que simplesmente se interessam por conhecer e compreender melhor as múltiplas dimensões do ser humano. Atendimento online para todo o Brasil e exterior e presencial em Araraquara - SP. Whatsapp: (16) 98162.6006.
segunda-feira, 30 de março de 2020
segunda-feira, 20 de janeiro de 2020
Por uma nova masculinidade
Desejo que os homens reencontrem seu lugar ao sol. Mas que isso seja
sinônimo de desapego dos ideais de força e potência. Os mesmos que lhes
garantiram poder e soberania, mas que simultaneamente os aprisionaram
numa estrutura rígida e asfixiante, sem a possibilidade de tréguas, de
abertura, de olhar para dentro, esvaziar-se, mudar, escolher. Enfim, de
ser tantas outras coisas que se possa ser. Que eles reencontrem seu
lugar ao sol.
Alessandra Munhoz Lazdan
Psicóloga junguiana
quarta-feira, 31 de julho de 2019
31.07 - Dia do Orgasmo
Hoje é dia mundial do orgasmo. Orgasmo é
prazer, é satisfação. É a realização da fantasia. O orgasmo deve ser uma
consequência, não uma meta.
As estatísticas apontam que cerca de 55% das
mulheres brasileiras não chegam ou tem dificuldade em chegar ao orgasmo. Além
das questões que isso envolve (repressões, culpa, vergonha, falta de
autoconhecimento e exploração corporal, sintonia com o/a parceiro/a), a falta
do orgasmo leva a seu oposto: a obrigação do orgasmo!
A obrigação de se sentir qualquer coisa é a
receita perfeita para se perder o tesão e a sintonia com o próprio corpo.
Portanto, ao invés de se preocupar em ter um
orgasmo, sugiro que antes você foque sua atenção no toque, na relação, na
fantasia, no prazer, na satisfação de todas as sensações. De novo, orgasmo não
tem que ser uma meta. Ele é consequência. Se rolar, rolou. Se não rolar, tudo
bem!
Alessandra
Munhoz Lazdan
Psicóloga
Junguiana
CRP
06/69627
sexta-feira, 26 de julho de 2019
Cobranças e desconexão nos relacionamentos amorosos
![]() |
| René Magritte - Les amants |
O que se busca numa relação é sempre a conexão.
A busca pela união e intimidade com o outro.
Quando se espera que o parceiro amoroso nos dê
algo para nossa satisfação, significa que nossa disponibilidade para a união
está obstruída.
É lógico que em todo relacionamento existe, e
se espera, uma troca. Mas quando a relação se transforma apenas num negócio
quantitativo de trocas, quando uma planilha contábil (eu te dei isso, você me
deve aquilo) toma o lugar da conexão, do simples prazer de estar com o outro,
algo está muito errado nessa relação.
Uma troca efetiva entre duas pessoas, para que
funcione, precisa haver antes o sentimento de cuidado, de amor, de querer bem.
Sem esse afeto, a relação fica baseada apenas num sistema de cobrança, com
direito a juros pelos atrasos da entrega de afetos, esquecimentos, faltas, etc.
E depois disso, ainda se cobra do(a) parceiro(a) (sim, mais cobrança) que se
tenha desejo e tesão, de um lugar onde não se ofereceu nenhum nutriente para
que se germinasse o desejo de contato e penetração com o(a) companheiro(a).
Se seu relacionamento estiver nesse esquema de “permutas”,
pare tudo e reflita: em que ponto o casal se perdeu, em que momento essa união
se fragmentou. Ou, algum dia vocês já estiveram realmente em sintonia?
Se for possível retomar do ponto onde o prazer
de estar junto era o combustível da união, se pergunte qual troca afetiva
espontânea é possível. O que você pode oferecer de maneira prazerosa, aberta e
afetuosa para quem se ama?
Lembrando que somos seres incompletos e
frequentemente insatisfeitos. Não será outra pessoa que lhe garantirá a
felicidade e satisfação plena. Essa é uma busca individual e eterna. Num relacionamento,
os amantes, na verdade, são apenas parceiros de caminhada.
Alessandra
Munhoz Lazdan
Psicóloga
Junguiana
CRP
06/69627
domingo, 28 de abril de 2019
Separação amorosa e o despertar da consciência
A
fuga de Eros no momento em que é descoberto por Psiqué inaugura uma
etapa fundamental de maturação dos amantes, se os mesmos desejarem
permanecerem juntos.
A união apaixonada transporta o indivíduo para um estado de plenitude narcísica, em que o outro nada mais é do que a projeção das ilusões e expectativas infantis. O momento da separação traz a oportunidade de se romper com as idealizações em torno dos amantes e do próprio amor. O fruto deste rompimento doloroso é o estado de maior CONSCIÊNCIA, elemento fundamental para uma relação amorosa mais autêntica.
A união apaixonada transporta o indivíduo para um estado de plenitude narcísica, em que o outro nada mais é do que a projeção das ilusões e expectativas infantis. O momento da separação traz a oportunidade de se romper com as idealizações em torno dos amantes e do próprio amor. O fruto deste rompimento doloroso é o estado de maior CONSCIÊNCIA, elemento fundamental para uma relação amorosa mais autêntica.
Alessandra Munhoz Lazdan
Psicóloga
CRP 06/69627
domingo, 27 de janeiro de 2019
O amor e o relacionamento amoroso
![]() |
| Eros e Psiqué - Louvre |
O que se espera do amor? Ou melhor, o que se espera daquele
que se ama? Segundo Robert Stein, “ninguém pode oferecer o amor. Só podemos ser
movidos pelo amor. O amor é força que
move eternamente as coisas vivas em direção à união (...)”. Sendo o amor a força motriz para a união entre duas
pessoas, ninguém pode dar amor,
pode-se apenas dar de si mesmo.
Stein prossegue: “...o amor em si não nutre. Seu ser, sua
substância e sua alma me nutrem, e minha substância nutrirá você se formos
conduzidos na direção da união por essa força vital”.
Em outras palavras, a conexão
entre duas pessoas não se cria por critérios racionais de escolha. A conexão é
anterior à razão. Mas a relação amorosa vai
depender do que cada parte envolvida doará de si para que ela aconteça. Não se
doa amor. Doa-se a si mesmo, quando há amor.
Referência: Incesto e amor humano: a traição da alma na
psicoterapia. Robert Stein.
Alessandra
Munhoz Lazdan
Psicóloga - CRP 06/69627
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
Reconectar-se
Alanis compôs essa música após um período de crise existencial. Aos 24
anos, em meio ao um sucesso estrondoso, percebeu não ter estrutura para
lidar com toda a fama conquistada e as consequências advindas dela.
Tão jovem, ao invés de se identificar com a vaidade e narcisismos do ego, angustiou-se com toda a carga e ilusões que sua imagem profissional lhe trouxe.
E ao invés de se queixar ou de se perder, fez uso do terror, da desilusão e de sua fragilidade para questionar o que realmente importava para ela.
O ponto é: momentos sombrios, de fracassos, decepções ou qualquer outra coisa que frustre as expectativas do ego não são necessariamente ruins. Assim como fez Alanis, é somente no reconhecimento e acolhimento da sua sombra que se pode revelar o que é realmente essencial para cada um.
Tão jovem, ao invés de se identificar com a vaidade e narcisismos do ego, angustiou-se com toda a carga e ilusões que sua imagem profissional lhe trouxe.
E ao invés de se queixar ou de se perder, fez uso do terror, da desilusão e de sua fragilidade para questionar o que realmente importava para ela.
O ponto é: momentos sombrios, de fracassos, decepções ou qualquer outra coisa que frustre as expectativas do ego não são necessariamente ruins. Assim como fez Alanis, é somente no reconhecimento e acolhimento da sua sombra que se pode revelar o que é realmente essencial para cada um.
Assinar:
Postagens (Atom)






