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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Reconectar-se

Alanis compôs essa música após um período de crise existencial. Aos 24 anos, em meio ao um sucesso estrondoso, percebeu não ter estrutura para lidar com toda a fama conquistada e as consequências advindas dela.
Tão jovem, ao invés de se identificar com a vaidade e narcisismos do ego, angustiou-se com toda a carga e ilusões que sua imagem profissional lhe trouxe.
E ao invés de se queixar ou de se perder, fez uso do terror, da desilusão e de sua fragilidade para questionar o que realmente importava para ela.
O ponto é: momentos sombrios, de fracassos, decepções ou qualquer outra coisa que frustre as expectativas do ego não são necessariamente ruins. Assim como fez Alanis, é somente no reconhecimento e acolhimento da sua sombra que se pode revelar o que é realmente essencial para cada um.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Angústia e alma


Foto: Marko Cavka
Não recomendo remédios contra a angústia.
A angústia é a dor da alma. E como dor, ela denuncia algum desarranjo da alma. Ela está alí para ser ouvida.
O que diz sua alma neste momento? Onde está você enquanto sua alma grita, geme ou sussurra? Para que caminhos ela te aponta? Para quais cantos da sua história ela te convida a visitar? É hora de parar ou de se colocar em movimento?
Ouça a sua alma. Fique com sua angústia. Ela chama por sua atenção e de mais ninguém.
É preciso de silêncio, de tempo e de espaço. Ouça sua angústia. Conheça sua dor. Fique com sua alma. Somente em sua presença é que se encontrará sentido para sua existência.

Alessandra Munhoz Lazdan
CRP 06/69627