Fui convidada pela Jovem Pan para falar sobre o jogo da Baleia Azul. Nesta entrevista, abordei principalmente o tema da DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA.
Vale a pena conferir:
Entrevista na Jovem Pan Araraquara
Esse espaço tem a intenção de divulgar temas da Psicologia Cotidiana de maneira simples e acessível, vivenciadas por pessoas em tratamento psicológico ou não, para aqueles que já fizeram ou pretendem fazer terapia, ou para aqueles que simplesmente se interessam por conhecer e compreender melhor as múltiplas dimensões do ser humano. Atendimento online para todo o Brasil e exterior e presencial em Araraquara - SP. Whatsapp: (16) 98162.6006.
segunda-feira, 24 de abril de 2017
quarta-feira, 29 de março de 2017
Angústia e alma
A
angústia é a dor da alma. E como dor, ela denuncia algum desarranjo da alma.
Ela está alí para ser ouvida.
O que diz
sua alma neste momento? Onde está você enquanto sua alma grita, geme ou
sussurra? Para que caminhos ela te aponta? Para quais cantos da sua história
ela te convida a visitar? É hora de parar ou de se colocar em movimento?
Ouça a sua
alma. Fique com sua angústia. Ela chama por sua atenção e de mais ninguém.
É preciso
de silêncio, de tempo e de espaço. Ouça sua angústia. Conheça sua dor. Fique
com sua alma. Somente em sua presença é que se encontrará sentido para sua
existência.
Alessandra Munhoz Lazdan
CRP 06/69627
sexta-feira, 6 de maio de 2016
Dia das mães: o cuidado com a idealização materna
Por
uma questão cultural, acredita-se que a mulher foi feita para a maternidade.
Logicamente, essa ideia parte do princípio de sua própria natureza: é ela quem
gera o filho. Porém, o que vem associado à figura materna, comporta questões
que ultrapassam sua natureza biológica, trazendo conflitos e inquietações às
mulheres, assunto dificilmente compartilhado entre elas.
Entendemos
como a figura da mãe, aquela mulher amável, tranquila, compreensiva, acolhedora
e capaz de enormes sacrifícios pelos filhos. Entendemos também que toda mulher
tem o desejo de ser mãe e que esse papel é primordial em sua vida, momento em
que ela se realizará como mulher.
Na
verdade, toda essa ideia em torno da figura materna foi socialmente construída,
sendo inclusive bem recente dentro da História. Foi só a partir do séc. XVIII
que se institui à figura materna essas características, influenciadas pelos
ideais românticos próprios desse período. Antes disso, a criação dos filhos era
destinada às amas de leite, e não era função das mães.
É
verdade que a maternidade faz parte do anseio de muitas mulheres, e em muitas
delas se torna o ponto central de suas vidas. A questão, é que esta disposição
não é passível de generalização. A ideia da maternidade como natural e
instintiva deve ser desconstruída. Sua prerrogativa impõe às mulheres uma
interdição a outros sentimentos e desejos que escapam daquela da mãe amorosa e
idealizada. A maioria das mulheres experimenta sentimentos contraditórios e
inconciliáveis com a imagem idealizada da maternidade. E assim, se estabelece
um conflito entre o ideal e o vivido, levando a um sofrimento psíquico que pode
se configurar como uma das bases para a depressão pós-parto.
A impossibilidade de
corresponder aos altos ideais da maternidade culturalmente construída, ou seja,
a da mãe perfeita e a satisfação absoluta com esse papel, tende a gerar
sentimentos de desapontamento, vergonha, desilusão, fracasso e de fragilidade
em relação a si mesma.
Como precaução, é preciso entender
que a maternidade é menos instintiva e mais construída. E que com seu
aprendizado, existe a possibilidade de se experimentar temores, dúvidas,
ansiedades, e, em certos casos, sentimentos de hostilidade e rejeição.
Compreender que a maternidade faz parte de uma das dimensões do rol das
relações humanas, e que assim sendo, é intensa, plural e multifacetada nos abre
mais espaço para a elaboração de seus conflitos e aí sim, abrir uma real
possibilidade para a vivência de uma maternidade mais verdadeira e saudável.
Alessandra Munhoz Lazdan
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Tempos de Crise: limitação ou criação?
O que fazer?
Eis o momento em
que somos todos testados, na nossa força, potência, limitação e medos. Enquanto
muitos se sentem positivamente desafiados, outros se recolhem e guardam suas
reservas até que os tempos se renovem e tragam boas novas. Mas é provável que a
segunda opção não seja a mais produtiva para este momento. Crises sempre virão,
seja de ordem nacional, mundial, ou estritamente pessoal. E conseguir olhar de
uma perspectiva como uma oportunidade que se abre, ao invés daquilo que se
reduz, pode lhe abrir possibilidades nunca antes visualizadas ou pensadas,
possibilidades até muito mais criativas e quem sabe, até mais prósperas!
Não é momento
para fantasias ou vislumbres. Ao contrário, uma crise se coloca antes de tudo
como um momento de reflexão, tomadas de consciência e planejamentos.
Um bom início é
avaliar como você lida com a restrição. O que ela te impõe? O que ela te
provoca? Ela te desafia a partir para outros caminhos ou te amedronta e te
deixa recluso e apavorado num estado de nervosismo e impotência?
Lidar com a
frustração é um outro desafio desta fase: é provável que se tenha que
recalcular alguns projetos, adiar outros. Reclamações não são frutíferas agora.
É o momento pra levantar questões: o que é importante para você neste momento?
O que você quer para o futuro? Quais os caminhos que você pode percorrer para
construir seu futuro? É hora de recalcular trajetos!
E aqui é que
entra a criatividade. Não se trata de criar ideias mirabolantes. O cerne
principal aqui é refletir o que você fez até agora da sua vida, e o que você
pode fazer de diferente. Neste sentido que a crise entra como uma oportunidade.
Oportunidade de pensar onde e como você investiu sua energia, o que valeu a
pena, o que foi desperdiçado. A crise nos obriga a repensar: o que de fato é
importante para você? O que te daria mais prazer e nunca teve coragem de
investir? Em muitos casos, ganhar menos pode ser um caminho mais leve e com
mais sentido de vida.
As
possibilidades são inúmeras. Cabe a cada um refletir e levantar questões sobre
seus investimentos na vida. Investimento de dinheiro é sinônimo de investimento
de energia.
Alessandra Munhoz Lazdan
CRP 06/69627
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Síndrome de Burnout: o esgotamento profissional
![]() |
| Vincent Van Gogh - Sorrow |
Os sintomas
aparecem nos campos físico e psicológico. Entre as manifestações físicas, destacamos
a fadiga crônica, insônia, úlceras digestivas, hipertensão arterial e lapsos de
memória. Mas é no âmbito psicológico que identificamos os maiores sinais deste
quadro, os quais apontam para os seguintes aspectos:
- Exaustão emocional: há um esgotamento da energia e dos recursos emocionais para lidar com o convívio com as pessoas e os problemas profissionais. O trabalhador não consegue mais se dispor para o trabalho.
- Falta de envolvimento pessoal no trabalho: como consequência da exaustão, o trabalhador se envolve cada vez menos com sua ocupação, numa atitude defensiva daquele ambiente que para ele se tornou hostil.
- Despersonalização: identificada por um endurecimento afetivo, as relações tornam-se “coisificadas”, seu contato é expresso na forma de cinismo e frieza no trato com os colegas e clientes.
Inicialmente, o burnout
era mais relacionado à classe executiva, principalmente pelo fato de atingir pessoas
que se cobram alto grau de exigência e rigidez nas execuções do trabalho. No
entanto, as pesquisas acadêmicas destacam grande incidência nas áreas de
Educação e Saúde, em especial, os professores e enfermeiros, profissionais que têm
por hábito dobrar seus turnos no intuito de alcançar melhores salários. A
dedicação que lhes é exigida, associada à desgastante demanda de sua clientela
(alunos e pacientes), faz com que, muitas vezes, percam de vista o real
propósito de seu ofício, tornando-o uma execução mecânica e sem sentido.
A psicoterapia se
introduz como principal agente de tratamento, considerando-se a necessidade de
revisão das reais prioridades na vida daqueles que se perderam de si próprios.
O que realmente importa na vida? Refletir sobre essa questão se coloca tão
importante quanto saber identificar os próprios limites e aprender a
respeitá-los.
A síndrome de burnout
pode ser prevenida por meio de cuidados contínuos. Compreender que a vida
profissional é tão importante como a vida pessoal, espiritual e familiar, pode
ajudar o indivíduo a conseguir administrar melhor o próprio tempo e alcançar
uma qualidade de vida mais saudável.
Alessandra Munhoz Lazdan
CRP 06/69627
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