segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Relacionamentos afetivos: sobre Amor, Respeito e Liberdade

É na intimidade o principal terreno onde nos perdemos, nos revelamos, nos amedrontamos, nos enfurecemos e, sem dúvida, onde mais crescemos!
Compartilho esse vídeo, que coloca de maneira simples e clara o fenômeno das Projeções, elemento responsável pelas maiores perturbações nos relacionamentos.
Respeito só existe quando nos responsabilizamos por nossas atitudes e sentimentos!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Jogo da Baleia Azul: entrevista na Jovem Pan

Fui convidada pela Jovem Pan para falar sobre o jogo da Baleia Azul. Nesta entrevista, abordei principalmente o tema da DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA.
Vale a pena conferir:
Entrevista na Jovem Pan Araraquara

quarta-feira, 29 de março de 2017

Angústia e alma


Foto: Marko Cavka
Não recomendo remédios contra a angústia.
A angústia é a dor da alma. E como dor, ela denuncia algum desarranjo da alma. Ela está alí para ser ouvida.
O que diz sua alma neste momento? Onde está você enquanto sua alma grita, geme ou sussurra? Para que caminhos ela te aponta? Para quais cantos da sua história ela te convida a visitar? É hora de parar ou de se colocar em movimento?
Ouça a sua alma. Fique com sua angústia. Ela chama por sua atenção e de mais ninguém.
É preciso de silêncio, de tempo e de espaço. Ouça sua angústia. Conheça sua dor. Fique com sua alma. Somente em sua presença é que se encontrará sentido para sua existência.

Alessandra Munhoz Lazdan
CRP 06/69627

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Dia das mães: o cuidado com a idealização materna

Maio é o mês que se comemora o Dia das Mães, um momento oportuno para tratarmos de algumas questões da maternidade, questões estas que afetam a mulher na sua experiência como mãe.
            Por uma questão cultural, acredita-se que a mulher foi feita para a maternidade. Logicamente, essa ideia parte do princípio de sua própria natureza: é ela quem gera o filho. Porém, o que vem associado à figura materna, comporta questões que ultrapassam sua natureza biológica, trazendo conflitos e inquietações às mulheres, assunto dificilmente compartilhado entre elas.
            Entendemos como a figura da mãe, aquela mulher amável, tranquila, compreensiva, acolhedora e capaz de enormes sacrifícios pelos filhos. Entendemos também que toda mulher tem o desejo de ser mãe e que esse papel é primordial em sua vida, momento em que ela se realizará como mulher.
            Na verdade, toda essa ideia em torno da figura materna foi socialmente construída, sendo inclusive bem recente dentro da História. Foi só a partir do séc. XVIII que se institui à figura materna essas características, influenciadas pelos ideais românticos próprios desse período. Antes disso, a criação dos filhos era destinada às amas de leite, e não era função das mães.
            É verdade que a maternidade faz parte do anseio de muitas mulheres, e em muitas delas se torna o ponto central de suas vidas. A questão, é que esta disposição não é passível de generalização. A ideia da maternidade como natural e instintiva deve ser desconstruída. Sua prerrogativa impõe às mulheres uma interdição a outros sentimentos e desejos que escapam daquela da mãe amorosa e idealizada. A maioria das mulheres experimenta sentimentos contraditórios e inconciliáveis com a imagem idealizada da maternidade. E assim, se estabelece um conflito entre o ideal e o vivido, levando a um sofrimento psíquico que pode se configurar como uma das bases para a depressão pós-parto.
A impossibilidade de corresponder aos altos ideais da maternidade culturalmente construída, ou seja, a da mãe perfeita e a satisfação absoluta com esse papel, tende a gerar sentimentos de desapontamento, vergonha, desilusão, fracasso e de fragilidade em relação a si mesma.
Como precaução, é preciso entender que a maternidade é menos instintiva e mais construída. E que com seu aprendizado, existe a possibilidade de se experimentar temores, dúvidas, ansiedades, e, em certos casos, sentimentos de hostilidade e rejeição. Compreender que a maternidade faz parte de uma das dimensões do rol das relações humanas, e que assim sendo, é intensa, plural e multifacetada nos abre mais espaço para a elaboração de seus conflitos e aí sim, abrir uma real possibilidade para a vivência de uma maternidade mais verdadeira e saudável.
Alessandra Munhoz Lazdan

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Tempos de Crise: limitação ou criação?



           Uma crise econômica se apresenta diante de nós. O consumo diminui, a economia encolheu, empresas dispensaram funcionários. Uma limitação se apresenta, um desespero surge como resposta.
            O que fazer?
         Eis o momento em que somos todos testados, na nossa força, potência, limitação e medos. Enquanto muitos se sentem positivamente desafiados, outros se recolhem e guardam suas reservas até que os tempos se renovem e tragam boas novas. Mas é provável que a segunda opção não seja a mais produtiva para este momento. Crises sempre virão, seja de ordem nacional, mundial, ou estritamente pessoal. E conseguir olhar de uma perspectiva como uma oportunidade que se abre, ao invés daquilo que se reduz, pode lhe abrir possibilidades nunca antes visualizadas ou pensadas, possibilidades até muito mais criativas e quem sabe, até mais prósperas!
            Não é momento para fantasias ou vislumbres. Ao contrário, uma crise se coloca antes de tudo como um momento de reflexão, tomadas de consciência e planejamentos.
            Um bom início é avaliar como você lida com a restrição. O que ela te impõe? O que ela te provoca? Ela te desafia a partir para outros caminhos ou te amedronta e te deixa recluso e apavorado num estado de nervosismo e impotência?
            Lidar com a frustração é um outro desafio desta fase: é provável que se tenha que recalcular alguns projetos, adiar outros. Reclamações não são frutíferas agora. É o momento pra levantar questões: o que é importante para você neste momento? O que você quer para o futuro? Quais os caminhos que você pode percorrer para construir seu futuro? É hora de recalcular trajetos!
            E aqui é que entra a criatividade. Não se trata de criar ideias mirabolantes. O cerne principal aqui é refletir o que você fez até agora da sua vida, e o que você pode fazer de diferente. Neste sentido que a crise entra como uma oportunidade. Oportunidade de pensar onde e como você investiu sua energia, o que valeu a pena, o que foi desperdiçado. A crise nos obriga a repensar: o que de fato é importante para você? O que te daria mais prazer e nunca teve coragem de investir? Em muitos casos, ganhar menos pode ser um caminho mais leve e com mais sentido de vida.
            As possibilidades são inúmeras. Cabe a cada um refletir e levantar questões sobre seus investimentos na vida. Investimento de dinheiro é sinônimo de investimento de energia.

Alessandra Munhoz Lazdan
CRP 06/69627

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Síndrome de Burnout: o esgotamento profissional


Vincent Van Gogh - Sorrow
           Burnout se caracteriza pelo esgotamento físico e mental, desgaste relacionado especificamente à vida profissional. Evolui para um estado de exaustão, situação em que as próprias necessidades são abandonadas em detrimento da dedicação exagerada ao trabalho. É um problema que alcança enraizamentos mais profundos que o simples estresse profissional. Ele vai mudar a forma como o indivíduo vê e lida com seu trabalho, interferindo principalmente nas relações interpessoais do ambiente profissional.
          Os sintomas aparecem nos campos físico e psicológico. Entre as manifestações físicas, destacamos a fadiga crônica, insônia, úlceras digestivas, hipertensão arterial e lapsos de memória. Mas é no âmbito psicológico que identificamos os maiores sinais deste quadro, os quais apontam para os seguintes aspectos:

  •  Exaustão emocional: há um esgotamento da energia e dos recursos emocionais para lidar com o convívio com as pessoas e os problemas profissionais. O trabalhador não consegue mais se dispor para o trabalho.
  •  Falta de envolvimento pessoal no trabalho: como consequência da exaustão, o trabalhador se envolve cada vez menos com sua ocupação, numa atitude defensiva daquele ambiente que para ele se tornou hostil.
  •  Despersonalização: identificada por um endurecimento afetivo, as relações tornam-se “coisificadas”, seu contato é expresso na forma de cinismo e frieza no trato com os colegas e clientes.
            Inicialmente, o burnout era mais relacionado à classe executiva, principalmente pelo fato de atingir pessoas que se cobram alto grau de exigência e rigidez nas execuções do trabalho. No entanto, as pesquisas acadêmicas destacam grande incidência nas áreas de Educação e Saúde, em especial, os professores e enfermeiros, profissionais que têm por hábito dobrar seus turnos no intuito de alcançar melhores salários. A dedicação que lhes é exigida, associada à desgastante demanda de sua clientela (alunos e pacientes), faz com que, muitas vezes, percam de vista o real propósito de seu ofício, tornando-o uma execução mecânica e sem sentido.
          A psicoterapia se introduz como principal agente de tratamento, considerando-se a necessidade de revisão das reais prioridades na vida daqueles que se perderam de si próprios. O que realmente importa na vida? Refletir sobre essa questão se coloca tão importante quanto saber identificar os próprios limites e aprender a respeitá-los.
           A síndrome de burnout pode ser prevenida por meio de cuidados contínuos. Compreender que a vida profissional é tão importante como a vida pessoal, espiritual e familiar, pode ajudar o indivíduo a conseguir administrar melhor o próprio tempo e alcançar uma qualidade de vida mais saudável.  

Alessandra Munhoz Lazdan
CRP 06/69627